Reserva biológica de Ibicatu

Em 302 hectares, na divisa entre os munícipios de Porecatu e Centenário do Sul, no Norte do Paraná, o Parque Estadual de Ibicatu guarda uma floresta na qual convivem espécies de flora diversificada - jequitibá, aiticum, cedro-rosa, figueira, peroba-rosa, buganvilia, canafístula e gurucaía – com fauna igualmente variada – trinta espécies de pássaros, dez de mamíferos, sete espécies de peixes e dezessete de insetos, além de outras -, amostras da riqueza biológica que havia na região em passado recente.

“A floresta representa o que era a vegetação que cobria as terras da região e que hoje abrigam o cultivo principalmente de canaviais que se perdem de vista. A floresta possui características de transição, apresenta vestígios de vegetação do passado de ocorrência em climas secos e contém espécies raras em solos de origem basáltica”, afirma a gerente do Parque, Raquel Fila Vicente.

Criado em 1982, o Parque Estadual de Ibicatu, uma das 68 unidades de conservação sob responsabilidade do Paraná, das quais 29 abertas à visitação pública, é um dos principais atrativos da região. Além de paranaenses, a Reserva recebe visitantes de outros estados e países.

Além de sua biodiversidade, o parque oferece duas trilhas e atividades que envolvem a educação ambiental e realização de pesquisas científicas:

Trilha da Floresta: Com um percurso de mil metros de extensão, percorre uma área margeada de florestas e vegetação nativa.

Trilha do Ribeirão: Com 300 metros de extensão, durante o percurso dessa trilha há um riacho, conhecido como Ribeirão Tenente, cercado por mata ciliar com águas rasas e fundo rochoso. O passeio termina em uma pequena cachoeira.

A Reserva está aberta de segunda a sexta, das 8h às 18h. Visitantes em grupos poderão agendar previamente seus passeios no (43)3373-8700 ou diretamente no Parque, (43)3623-4201. Apenas grupos agendados terão o acompanhamento de um guia.

www.iap.pr.gov.br

Publicado na edição 194 - fevereiro/2016

Museu do Relógio

O Museu Prof. Dimas de Melo Pimenta, mais conhecido como Museu do Relógio, foi inaugurado em 1975, por Dimas e seu irmão, José, após o falecimento de seu pai, Manuel e hoje é atração turística da cidade de São Paulo.

Pimenta iniciou sua coleção em 1950 e, após seu falecimento, coube a Dimas de Melo Pimenta II, seu filho e atual presidente da Dimep, dar continuidade ao sonho. Após uma reforma de seis meses, o Museu foi reaberto em 24 de outubro de 2011, contendo cerca de setecentos modelos que formam uma variada coleção.

O relógio mais antigo em exposição no museu data de 1620 e foi fabricado na Alemanha. Trata-se de um exemplar de bolso, todo em prata, que possui apenas o ponteiro de horas (o ponteiro de minutos só foi incorporado aos relógios a partir de 1670).

Também faz parte do acervo o Chatelaine de ouro e pérolas, cravejado de brilhantes. A peça, fabricada pela marca suíça Alliez & Berguer na segunda metade do século XIX pertenceu a segunda Imperatriz brasileira – Amélia de Leuchtemberg, esposa de D. Pedro I.

Outro exemplar exposto é o Relógio Atômico, que é referenciado pelos movimentos oscilatórios, a exemplo do que acontece em qualquer outro tipo de relógio. Só que, em vez de a oscilação ser feita por um sistema de pêndulo, balanço ou quartzo, ela ocorre com a estimulação, por meio de ondas eletromagnéticas, dos átomos do Césio 133, que atingem sua frequência máxima de oscilação.

Algumas peças são bastante curiosas, como os relógios de sol – primeiros marcadores do tempo –, que surgiram por volta dos anos 5.000 e 3.500 a.C. Também há peças inusitadas, como um relógio cujos ponteiros se movem no sentido anti-horário, um modelo que, além de mostrar as horas, funcionava como cofre e um despertador que faz café – sem dúvida, um dos mais diferentes. De segunda a sexta, das 9h às 11h e das 14h às 17h, sendo necessário agendamento prévio. Não abre em feriados e vésperas.

Avenida Mofarrej, 840 – Vila Leopoldina – (11)3646-4000 - www.dimep.com.br/museu-do-relogio

Publicado na edição 193 - janeiro/2015

Museu Municipal de Garibaldi

Museus são registros da história e da memória cultural de um povo. Em Garibaldi, o prédio de 1884 conta hoje com um acervo de mais de 2.700 peças e troca constante de exposições. Quem visita o Museu Municipal revive a história da imigração na região, retratada em cada objeto doado por descendentes de imigrantes. Os quadros das antigas famílias presos às paredes motivam a lembrança dos antepassados e provocam emoção aos que neles reconhecem sua história.

O prédio que hoje abriga o Museu Municipal e o Arquivo Histórico de Garibaldi, foi construído para sediar a Società Italiana di Mutuo Soccorso Stella D’Itália. O local, que abrigava os imigrantes que chegavam a Garibaldi, na Serra Gaúcha, tinha como finalidade unir os italianos com o objetivo patriótico, socorrer os sócios em caso de doenças e desemprego, promovendo também o bem-estar e dando pensão quando impossibilitados de trabalhar.

Sua primeira construção foi em 1878, um prédio com apenas um pavimento e de madeira. Em 1884, foi construído um novo prédio em alvenaria, em frente ao antigo, maior, mas ainda com apenas um pavimento. Recebeu o segundo pavimento e as ornamentações na fachada em 1892. As volutas, elementos curvos nas laterais acima, se assemelham com as extremidades laterais utilizadas na Villa Bárbaro no Vêneto por Andrea Palladio, famoso arquiteto italiano do século XIV.

No pátio, está o monumento em homenagem a Giuseppe Garibaldi e um tronco de árvore petrificada de 245 milhões de anos. No interior, o visitante encontra quatro exposições permanentes: A antiga casa do imigrante italiano; o Memorial de Giuseppe Garibaldi; Arte Sacra e um Consultório Dentário.

O Museu Municipal de Garibaldi está aberto de terça a sábado das 9h às 18h e aos domingos e feriados das 10h às 16h, sem fechar ao meio dia. A entrada é gratuita.

R. Doutor Carlos Barbosa, 77 - (54)3462-8118

Publicado na edição 191 - novembro/2015

Vinícola Araucária

Em São José dos Pinhais, bem perto de Curitiba -  a 40 minutos do centro -, a Vinícola Araucária permite conhecer todo o processo de elaboração de um bom vinho.  

Em 2007, num terreno a 960 metros acima do mar, na Colônia Murici, foram plantados cinco hectares de vinhedos enfrentando o desafio de vencer o calor do dia e o frio da noite, optou-se por oito variedades de uvas trazidas da Europa, quatro francesas, sendo duas brancas (Chardonnay e Viognier) e duas tintas (Pinot noir e Cabernet Franc), e duas italianas, Nebbiolo e Teroldelgo (tintas), além da produção de champagne pelo método Champenoise, o mesmo utilizado no nordeste da França.  

Hoje, ali se produz o Angustifólia Cabernet Sauvignon, Angustifólia Merlot (cuja safra de 2010 foi agraciada com a medalha de ouro no GP Vinhos do Brasil 2015), Angustifólia Chardonnay, Gralha Azul Merlot, Poty Espumante Brut e o Poty Espumante Demi Sec.  

Todos os sábados e domingos a Vinícola recebe para visitas de 90 minutos guiadas por um enólogo: das 9h às 10h30; 10h30 às 12h; 13h às 14h30 e das 14h30 às 16h. Por R$ 20,00 por pessoa o tour visita o vinhedo, apresenta tecnicamente o processo de elaboração dos espumantes e dos vinhos tintos, dá direito a degustação e finaliza com visita à loja.  

A Vinícola abriga, ainda, o restaurante campestre Gralha Azul, aberto aos sábados, domingos e feriados, que é comandado pelo chef Luiz Moura. A refeição, a preço único inclui entrada, prato principal e sobremesa. Como prato principal pode-se escolher entre Galinha caipira a moda Gralha Azul (molho de Angustifólia branco, ervas finas, mandioca cozida e risoto de miúdos ao parmesão) que sai por R$ 47,00, Bife ancho Araucária (grelhado com arroz de cogumelos, batatas rústicas e molha de pimentas verdes) a R$ 58,00 ou um cordeiro (R$ 58,00) ou conchiglione (R$ 39,00). Tanto para a visita guiada quanto para o restaurante é preciso reservar.

(41)3254-5259 (Vinícola) – (41) 3114-2888 (restaurante) – www.vinicolaaraucaria.com.br

Publicado na edição 192 - dezembro/2015

Espaço Memória das Cataratas

Aberto todos os dias do ano, das 9h às 17h, o Espaço Memória das Cataratas reúne singularidades da história de Foz do Iguaçu, do parque, da nossa gente, entre muitas outras curiosidades. A visita ao local é gratuita.

O Espaço Memória das Cataratas está localizado no Centro de Visitantes do Parque Nacional e em 130 m² proporciona às pessoas uma viagem no tempo. 

O espaço apresenta ao visitante um acervo com 1,5 mil fotografias digitalizadas, todas devidamente legendadas e contextualizadas, e uma série de depoimentos históricos. O conteúdo pode ser consultado nos terminais interativos. No local as pessoas também podem apreciar objetos, móveis antigos, fotografias impressas e painéis.

O Projeto Memória das Cataratas foi lançado oficialmente em 10 de janeiro de 2009, quando o parque completou 70 anos. Comunidade acadêmica e diversos historiadores já destacavam a importância desse resgate. No ato ocorreu, também, o lançamento do livro Meu vizinho, o Parque Nacional do Iguaçu, de autoria dos escritores Marcos Sá Corrêa e Lorenzo Aldé. De forma itinerante, o até então Projeto Memória das Cataratas ganhou visibilidade em feiras, espaços públicos, eventos, entre outros lugares.

Centro de Visitantes – Parque Nacional do Iguaçu - www.cataratasdoiguacu.com.br

Publicado na edição 190 - outubro/2015