Hóspede já pode usar o web check-in

O hóspede que chega a um hotel ou pousada no Brasil deve ser convidado, ainda no balcão, a preencher uma ficha com o tempo de permanência no destino, o número de acompanhantes, o meio de transporte e o local de residência, entre outros dados. O envio dessas fichas é obrigatório para todos os estabelecimentos que atuam legalmente e possuem registro no Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos) sistema de pessoas físicas e jurídicas que atuam legalmente no setor do turismo. Até 2012, no entanto, a maior parte desses papéis não chegava ao banco de dados do Ministério do Turismo. Com a digitalização do sistema, porém, um grande número de estabelecimentos abandonou a ficha impressa. Alguns, inclusive, passaram a permitir que o cliente preencha estas informações de casa, pelo site, o que se convencionou chamar de web check-in. Os dados são enviados pela internet, por meio de um aplicativo eletrônico oferecido pelo próprio MTur. As informações são criptografadas, como medida de segurança. Até a Copa, a meta é implantar a plataforma digital em cerca de 50% dos meios de hospedagem que estão no Cadastur, o que corresponde a aproximadamente 3,7 mil empreendimentos, entre hotéis, pousadas e albergues. O Sistema Nacional de Registro de Hóspedes (SNRHos) do Ministério do Turismo, criado para informatizar a Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH), vai traçar o perfil do turista e do meio de hospedagem, além de orientar a tomada de decisões em políticas públicas federais de turismo.

Publicado na edição 172 - abril/2014

Conheça os alimentos que você pode comprar e trazer na sua bagagem

Ao visitar outro país, o turista geralmente volta com algumas lembrancinhas na mala. Entre elas é comum a presença de queijos, salames, doces e chocolates. Mas o que nem todo passageiro sabe é que alguns produtos agropecuários sofrem algumas restrições para o trânsito internacional. A fiscalização é feita pelo Sistema de Vigilância Agropecuária (Vigiagro), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e ajuda a proteger o Brasil da entrada de pragas e doenças, evitando também o ingresso de mercadorias que possam colocar em risco a saúde humana.

Itens de origem animal e vegetal como alimentos, plantas, sementes, animais vivos ou peles e tabaco não podem ser trazidos e nem levados para outros países sem certificação fitozoosanitária oficial do Mapa e dos órgãos equivalentes dos países de destino. A regra também vale para vegetais in natura. Apenas produtos de origem vegetal com um grau de processamento maior, tais como doces de frutas, farinha, café torrado e chocolate, estão liberados para viagens internacionais.

O Vigiagro promove ações para orientar os passageiros e aumentar o controle das bagagens que chegam do Exterior em 110 pontos de fiscalização, que ficam em portos, aeroportos e locais de trânsito internacional de produtos ou insumos agropecuários no Brasil. Em 2011, os fiscais federais do Vigiagro apreenderam nos três principais aeroportos do país (Guarulhos, Galeão e Juscelino Kubtschek) 53,4 toneladas de produtos sem autorização para transporte, uma diminuição de 3,9% se comparado ao resultado de 2010.

Os campeões de apreensões são os lácteos (queijos e doce de leite), embutidos (salame e linguiça), pescados (bacalhau, salmão e camarão), sementes, frutas e plantas. Os alimentos recolhidos por não possuírem certificação sanitária de origem e nem autorização, são considerados inaptos ao consumo humano e destruídos. Confira as orientações sobre o ingresso de produtos no país no www.agricultura.gov.br/arq_editor/file/Vigiagro/mala_legal.pdf.

Publicado na edição 172 - abril/2014

Casas por temporada em Orlando

Famosa pelos parques mágicos da Walt Disney World e pela enorme variedade de lojas e outlets, Orlando, na Flórida, Estados Unidos, também tem atraído outro tipo de visitantes, além das tradicionais famílias: os casais em lua de mel. Esses turistas buscam por momentos de lazer e alegria, num dos pontos turísticos mais visitados do mundo. As casas que a Temporada em Orlando, empresa brasileira especializada nesse mercado, oferece são ideais para os recém-casados. “Os casais acabam preferindo o conforto e a privacidade da residência, até para já experimentarem o novo modo de vida”, explica o CEO da Temporada em Orlando, Wendel Ferrari. E este foi exatamente o caso do executivo. Ferrari decidiu investir nesse negócio após passar a lua de mel em Orlando com a esposa numa dessas casas. Na ocasião, ele precisou fazer todo o trâmite da locação diretamente com uma empresa americana e percebeu que o sistema precisava de algo mais personalizado e que transmitisse segurança aos clientes brasileiros. “Esse estilo de acomodação é perfeita para os casais, pois permite que eles fiquem à vontade, sem precisar se preocupar com outras pessoas, que encontrariam caso estivessem hospedados em um hotel”, afirma o empresário. “Além disso, ficar numa casa propicia momentos únicos de intimidade, como poder ficar de pijama até tarde, tomar café da manhã no horário que for mais conveniente para o casal, usar a piscina privativa da casa também em qualquer horário, entre outros benefícios, como experimentar o verdadeiro american way of life”, detalha Wendel. Hoje, a empresa coloca à disposição de outros turistas brasileiros sessenta casas de alto padrão, mobiliadas, com piscina privativa, localizadas em condomínios fechados em Kissimmee e cidades no entorno, com atendimento totalmente personalizado e suporte 24 horas nos Estados Unidos. As casas têm entre três e seis quartos, com aluguéis a partir de US$ 1.146.95.

www.temporadaemorlando.com.br

Publicado na edição 171 - março/2014

Aplicativo grátis informa opções próximas a aeroportos

A Infraero lançou o Aeroperto, aplicativo gratuito para smartphones, que informa aos passageiros opções de atividades no aeroporto e na região, num raio de 20 km de distância. Ao acessar o aplicativo, que teve parceria do portal Trip Advisor, o usuário deve informar em qual aeroporto se encontra; se o voo é nacional ou internacional e qual a disponibilidade de tempo para o embarque. Com base nesses dados, a ferramenta listará todos os estabelecimentos localizados nos 63 aeroportos da rede Infraero e quais as opções existentes de lazer, gastronomia, compras, hotéis e serviços nos 20 km ao redor do terminal. O usuário ainda recebe alertas sobre o check-in e o embarque. Para o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, com o Aeroperto os passageiros ganham em comodidade, agilidade, prestação de serviço e terão mais facilidade para programar a própria viagem. “Um passageiro que vai embarcar no Aeroporto de Curitiba com destino a Recife e sabe que vai fazer uma conexão de, por exemplo, duas horas em Congonhas, pode perfeitamente se programar para fazer uma atividade que o interessa nas proximidades do aeroporto”, explica. A ferramenta está disponível em duas versões: aparelhos com sistema Android (https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.agenciaclickisobar.infraero.aeroperto) e para os que utilizam sistema IOs (https://itunes.apple.com/us/app/aeroperto/id792814906?mt=8), incluindo tablets.

Publicado na edição 172 - abril/2014

Evite problemas na hospedagem e na compra de pacotes

Orientação da advogada Ana Luisa Porto Borges, do escritório Peixoto e Cury Advogados, de São Paulo:  

  • O consumidor deve ter atenção redobrada para as propagandas com ofertas muito vantajosas, que podem esconder armadilhas.  
  • O consumidor deve exigir um contrato por escrito com o preço total da viagem, o nome da companhia aérea, data e horário do vôo, transporte terrestre, hotéis, traslado, refeições, guias e taxas extras incluídas no pacote.  
  • Antes de fechar qualquer contrato, o consumidor deve pesquisar no Procon de sua cidade, para conferir se existe reclamação sobre a agência contratada. 
  • Nas viagens internacionais o consumidor deve fazer a conversão da moeda para saber o valor exato do pacote em reais. Aliás, o próprio contrato deve trazer esta informação.  
  • O consumidor deve ser informado com antecedência se a viagem tiver como destino cidades, países ou épocas sujeitas a furacões, terremotos, vulcões e pandemias como a de gripe suína.  
  • O cliente deve conferir se o voo tem escalas e perguntar se tem direito a desdobrar a passagem para visitar outra localidade.  
  • O consumidor deve conferir a categoria do hotel e se o preço da diária inclui meia pensão ou pensão completa.  
  • Cuidado com as atrações e eventos especiais que, na maioria das vezes, aumentam e muito o custo da viagem.  
  • Cuidado ao contratar “pacotes de aventura” para que não haja risco de acidente. Para se prevenir, contrate um seguro de vida e acidentes pessoais específico.  
  • Em caso de problemas, o consumidor deve fotografar e filmar tudo que ocorrer de forma diferente do contratado. Deve guardar também todos os comprovantes de despesas extras que fizer e registrar um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia. Uma reclamação ao Procon também é válida, pois gerará uma multa administrativa para a empresa que pode chegar até R$ 3 milhões, dependendo da gravidade do caso e dos antecedentes da empresa.

Publicado na edição 169 - janeiro/2014