Passageiros indisciplinados

A Assembleia Geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, sigla em inglês) aprovou, por unanimidade no início de junho, uma resolução que chama os governos e a indústria a trabalharem juntos na elaboração de medidas para conter e solucionar o problema de comportamento de passageiros indisciplinados. Essa má conduta inclui agressão física, perturbação da ordem a bordo ou desobediência às instruções legais da tripulação. A Iata representa 240 companhias aéreas, compreendendo 84% do tráfego aéreo mundial.

“Essa resolução confirma a determinação das companhias aéreas para defender os direitos de seus passageiros e tripulantes. Todos têm o direito de desfrutar de uma viagem livre de qualquer tipo de comportamento abusivo”, disse Tony Tyler, diretor-geral e CEO da Iata. “Muitas companhias aéreas têm treinado tanto o pessoal de terra quanto a tripulação em procedimentos não só para gerenciar incidentes de comportamento indisciplinado, mas também em medidas para preveni-los. Mas uma solução eficaz precisa de alinhamento entre as companhias aéreas, aeroportos e governos.”

A aprovação da resolução vai ao encontro da Conferência Diplomática convocada pela Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci), em que os governos concordaram em modernizar e fortalecer a Convenção de Tóquio 1963. O resultado, conhecido como o Protocolo de Montreal 2014 (MP14), fornece um conjunto prático e eficaz para conter o comportamento desregrado, alargando a jurisdição legal no caso de tais eventos para o território em que a aeronave aterrissar.

“Os governos têm reconhecido que o comportamento do passageiro indisciplinado é uma questão muito séria e nós aplaudimos a adoção do MP14 em uma Conferência Diplomática Icao, no início deste ano. Agora, os governos devem ratificar o que decidiram”, disse Tyler.

A definição de comportamento indisciplinado é ampla e inclui não conformidade com as instruções da tripulação, o consumo de drogas ilegais, assédio sexual, confronto físico ou verbal e ameaças. Em 2013, o número desse tipo de ocorrência voluntariamente reportado à Iata pelas companhias aéreas atingiu cerca de oito mil casos. A intoxicação, muitas vezes resultante do consumo de álcool antes do embarque, está entre os fatores mais recorrentes ligados a esses incidentes. Outras causas incluem a irritação com o comportamento de outro passageiro, a frustração com as regras, como a proibição de fumar ou de usar dispositivos eletrônicos ou ainda problemas emocionais originários antes do voo.

Refletindo o amplo número de fatores associados ao mau comportamento, os princípios fundamentais da resolução têm uma abordagem abrangente para o problema. Além de chamar os governos a ratificar o MP14, esses princípios incluem convencer:

As companhias aéreas a garantirem um lugar nas políticas corporativas para programas de formação adequados, envolvendo tripulação de cabine e pessoal de terra, para que possam prevenir ou controlar o mau comportamento dos passageiros, inclusive no check-in ou no portão de embarque.  

Os governos e as companhias aéreas a aumentarem a conscientização sobre as consequências do comportamento indisciplinado

“Cada incidente de comportamento indisciplinado provoca um transtorno inaceitável aos passageiros e tripulantes. Uma abordagem unida e equilibrada para a prevenção e a gestão desse tipo de passageiro por governos e indústria é vital”, afirmou Tyler. Segundo ele, os governos devem empregar os poderes legais de que dispõem para garantir que os passageiros indisciplinados enfrentem as consequências apropriadas por seus atos. “Companhias aéreas e aeroportos e outros envolvidos devem trabalhar juntos para implementar os procedimentos corretos e treinar as equipes para responder de maneira eficaz a esses episódios”.

Publicado na edição 176 - agosto/2014

Rastreador móvel é aliado do turista

Horas longe de casa, destinos inusitados, turismo de aventura. Todo esse universo envolve os turistas e os familiares que ficam em casa se preocupam esperando por notícias. Pensando nisso, a Link Monitoramento está se especializando no monitoramento para turistas. O rastreador móvel, do tamanho de um controle de garagem, pode ser facilmente transportado pelo viajante. O equipamento permite aos familiares e amigos acompanhar o trajeto e, com isso, tranquilizar a todos.

Planejando levar um grupo para fazer o tradicional Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, Ana Paula já está incluindo na bagagem da viagem, prevista para outubro, o rastreador móvel. “A família que fica em casa muitas vezes não têm notícias nossas. O equipamento vai ajudar nessa missão, além de possibilitar viajar junto comigo”, relata.

Outro turista que usa o sistema da Link Monitoramento é Mauro Vieira (foto), que atualmente está no Egito cumprindo a segunda etapa de sua viagem ao redor do mundo. Ao acessar o site Meumundomeusonho.com.br e clicar na aba “Onde estou”, o rastreador da Link Monitoramento tem capacidade para enviar informações importantes para quem está longe, como tempo parado, localização exata do lugar e até velocidades. “Uma vez ele estava na Austrália indo de navio, o que me deu certa preocupação por ele estar em alto-mar. Mas fiquei aliviada porque consegui verificar inclusive a velocidade do navio, o que possibilitou estar ali com ele em tempo real”, disse a namorada Rosiane Godk. Sabendo onde Mauro Vieira está, Rosiane consegue interagir com ele pela internet e, mesmo quando não há condições de contato virtual, o mapa do rastreador permite “viajar” junto com o namorado. “Ali crio expectativa de vida e ele me dá mais força para enfrentar as circunstâncias e a luta diária”, afirma. O rastreador custa a partir de R$ 79,90 e, a partir de um login e senha, a pessoa pode localizar o rastreador via internet ou smartphone.

(41)3078-1700 - www.linkmonitoramento.com.br

Publicado na edição 175 - julho/2014

Higiene pessoal feminina em viagens

Preparar as malas para uma viagem, de férias ou de negócios, requer atenção especial aos itens de higiene pessoal. Afinal, ninguém que ser surpreendida pela falta da escova de dentes ao chegar ao hotel no meio da madrugada ou ter uma emergência no voo e lembrar que os lenços íntimos estão dentro da mala despachada. Para evitar surpresas desse tipo, Dermacyd reuniu dicas práticas para ajudar as viajantes.

No voo - Escolha roupas e calçados confortáveis. Não tem nada mais desagradável do que se incomodar com peças apertadas, além de ser prejudicial para a região íntima. Mulheres que usam frequentemente roupas justas ou ficam com a região íntima abafada por muito tempo podem desenvolver irritações genitais e até infecções.

Outra dica é deixar na bagagem de mão itens como lenços íntimos, protetor de calcinha (respirável), absorventes e lenços de papel. Eles serão aliados em situações de emergência no avião e também no resto da viagem, já que são ideais para a higiene fora de casa. De acordo com o Guia sobre Higiene Íntima, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a aplicação do lenço íntimo deve ser suave e o uso não deve ser abusivo, para não remover a camada protetora da pele. Os especialistas recomendam os lenços hipoalérgicos com pH ácido, especiais para a região íntima.

Na viagem - Os lenços íntimos são um item importante para se manter na bolsa em todas as situações da viagem, já que nem sempre é possível encontrar um banheiro estruturado em atrações turísticas.

Em locais com temperatura elevada, o uso prolongado de biquíni molhado, roupas justas e intensa atividade física, por exemplo, aumentam a umidade da região genital e prejudicam a ventilação, favorecendo o aparecimento de incômodos, como coceira, irritação e até fissuras da pele. 

Também é aconselhável incluir um sabonete líquido íntimo na mala para manter o pH da região íntima equilibrado e ajudar a evitar quadros irritativos. Ainda de acordo com o Guia Febrasgo deve-se dar preferência aos líquidos e com pH ácido (entre 4,2-5,6), porque os sabonetes em barra costumam ser alcalinos e essa alcalinidade pode agredir a camada protetora da pele da região vaginal, diminuindo a acidez e aumentando o risco de alergias.

“Ao contrário do que se imagina, as mulheres devem dar preferência aos sabonetes que produzem pouca espuma porque limpam a pele suavemente sem remover sua camada protetora. Os sabonetes também não devem conter substâncias antissépticas que matam os germes ‘bons’ (naturais) da pele”, afirma Paulo Giraldo, ginecologista especialista em higiene íntima feminina, professor titular de Ginecologia da Universidade Estadual de Campinas e vice-presidente da Comissão de Doenças Infectocontagiosas da Febrasgo.

Publicado na edição 175 - julho/2014

Como cuidar de seu dispositivo móvel durante uma viagem

A tecnologia é parte da nossa vida e, por isso, a lista do que levamos em viagem é longa; incluindo telefones, tablet e até computadores. Estar a um click da nossa família e amigos, nossas músicas, livros e fotos é parte da proposta. Hoje, dispositivos 2 em 1 e tablets costumam nos acompanhar a qualquer hora, já que são fáceis de transportar e permitem resolver todas as nossas atividades digitais em um único dispositivo.

Mas mudanças de ambiente e clima podem afetar os equipamentos eletrônicos. Por isso, a Intel dá algumas dicas para mantê-los em perfeitas condições quando viajamos:

1. Escolher capas apropriadas. Em viagens, temos que transportar nossos dispositivos em capas que os protejam de golpes e arranhões. Se são tablets ou 2 em 1, geralmente é melhor guardá-los desligados e se recomenda transportá-los nas malas de mão para maior segurança.

2. Energia. Equipamentos eletrônicos precisam ter as baterias carregadas o todo tempo. Mas o como o padrão de tomada brasileiro não é compatível com o de outros países, levar adaptadores é crucial para qualquer viajante. Certifique-se de que está munido de adaptadores para os formatos das tomadas dos países para onde irá viajar. Além disso, um dispositivo com um processador de ponta consome menos energia, garantindo que você tenha entretenimento garantido durante longos voos ou deslocamentos.

3. Condições ambientais e climáticas. Mesmo com tablets preparados para resistir a condições adversas, areia, poeira e água podem danificá-los se não estiverem bem guardados. Utilizar sacos ou bolsas plásticas para protegê-los contra esses fatores é indispensável para evitar qualquer avaria quando não estiverem sendo utilizados.

4. A limpeza começa conosco. A maioria dos dispositivos hoje funciona com o toque. E em viagens podemos esquecer do cuidado com as mãos. Mas, antes de pegar o seu dispositivo, é importante lembrar-se de limpar bem as mãos para não manchá-lo ou arranhá-lo.

Seguindo estas recomendações é possível desfrutar uma viagem sem que os dispositivos se convertam numa preocupação e evitando prejuízos futuros ao equipamento.

Publicado na edição 175 - julho/2014

Como evitar o ouvido “trancado” na decolagem e pouso

Daniel Ríspoli, médico Otorrinolaringologista

A orelha pode ser divida em três porções: orelha externa, média e interna. A orelha externa é constituída pelo pavilhão auricular e conduto externo; após esta porção está localizada a orelha média delimitada inicialmente pela membrana timpânica, contendo uma cavidade aérea, os ossos do ouvido, a tuba auditiva, dentre outras estruturas; e após esta se localiza a orelha interna que é o labirinto.

A tuba auditiva, uma estrutura de grande importância situada na orelha média, comunica a orelha com a parte nasal da faringe e é através dela e de seus músculos que o organismo consegue realizar a equalização com a pressão atmosférica. A diferença da pressão externa na orelha gera uma alteração na variação de volume aéreo e este volume é compensado pela entrada e saída de ar da tuba auditiva que funciona como uma espécie de válvula unilateral na qual permite a saída de ar da orelha média para a nasofaringe.

Habitualmente a pressão na orelha média é idêntica à pressão atmosférica do ambiente; entretanto quando ocorrem variações de pressão no ambiente, como por exemplo, em uma viagem aérea, ocorre o aumento da pressão atmosférica, gerando aumento da pressão nas paredes das vias aéreas o que acarreta obstrução em orelha média, fazendo com que ocorra oclusão da tuba auditiva e gerando a sensação de ouvido “trancado”, podendo ocorrer também a sensação de desconforto auditivo.

As medidas de prevenção para estes desconfortos auditivos (plenitude auricular) como bocejar, mastigar ou engolir, devem ser feitas principalmente na fase de decolagem ou pouso. Observamos que atualmente algumas companhias aéreas distribuem balas ou gomas de mascar que devem ser mastigadas na decolagem ou aterrissagem, assim como as crianças de baixa idade devem ingerir líquidos ou serem amamentadas nestes períodos de variação brusca de pressão. Caso o passageiro permaneça com a sensação de ouvido “trancado” ou desconforto auditivo, é importante que o mesmo seja orientado a realizar uma avaliação com o otorrinolaringologista para que possa ser feito acompanhamento individualizado, pois cada organismo pode agir de forma diferenciada as variações de pressão atmosférica.

(41)3342-5356

Publicado na edição 174 - Junho/2014