Gorjeta: vai ou não?

Fazer uma viagem ao Exterior é entrar em uma nova cultura. Em cada país há um modo de viver e de agir. Uma das dificuldades mais frequentes é na hora de pagar a conta: afinal, qual é a regra da gorjeta? A BeeCâmbio listou o costume em alguns países. Na Índia, por exemplo, um país com uma pirâmide social muito ampla, a gorjeta é muito importante, de porteiros de hotéis a taxistas, ou seja, é uma prática obrigatória. Também é assim nos Estados Unidos, por isso ter notas de um dólar é essencial para distribuir nos bares e restaurantes e, no Canadá, onde até os bartenders esperam por uma gorjeta.
 
O que não acontece na Nova Zelândia e Austrália, onde os garçons têm um bom salário e se sentem desconfortáveis ao receber a gorjeta. A exceção, na Austrália, é se você perceber que quem te atende é um estudante; nesse caso, ele aceitará a gorjeta de bom grado.  Na Dinamarca, não é comum dar gorjeta, mas ela é aceita em restaurantes. É assim, também, no Chile onde não se cobra a gorjeta, mas se deixa 10% do valor da conta nos restaurantes. Na Alemanha, se o garçom não recebe alguma gorjeta entende que o serviço não foi bom para o turista. Já na Turquia, Uruguai, Portugal, Chile e Suécia a gorjeta é opcional, entre 5 e 10% do valor da conta, enquanto que na Bélgica, Finlândia, Suíça, Malásia e Peru a gorjeta vem inclusa na conta.
 
Na Dinamarca, pode ficar tranquilo: o costume é ninguém receber gorjeta. Mas um detalhe importante: em um mesmo país, pode haver variação dos costumes de região para região. Por isso, é bom perguntar qual o costume local para não passar por constrangimentos.
 
Publicado na edição 204 - dezembro/2016