Encontro inédito em São Paulo

A Tucca (Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer) apresenta pela primeira vez no Brasil o encontro da pianista brasileira Sonia Rubinsky e do saxofonista e compositor americano Patrick Zimmerli em apresentação única, 10 de setembro, às 21h, na Sala São Paulo (Praça Júlio Prestes, 16). O evento conta com a participação da Orquestra TUCCA Filarmonia.

O concerto se divide em duas partes. A primeira apresenta a versão revisada do Concerto n° 2 para Piano e Percussão de Jazz escrito por Zimmerli, com solos de Sonia Rubinsky e do percussionista brasileiro Sergio Reze. A segunda apresenta clássicos da música popular brasileira e americana com arranjos de Zimmerli, que também estará tocando saxofone.

Sonia Rubinsky viveu treze anos no Brasil, sete em Israel (onde estudou na Rubin Academy) e o resto da sua vida adulta em Nova York, cidade onde, em 1984, recebeu o 1º lugar no Artists International Competition in New York e o título de Doctor of Musical Arts pela Juilliard School. Atualmente reside em Paris. Seu primeiro recital foi aos 6 anos de idade. Patrick Zimmerli nasceu em 1968 e reside entre Nova York e Paris.

Toda a bilheteria do espetáculo será revertida para o tratamento multidisciplinar de crianças e adolescentes carentes com câncer, assistidos pela Tucca, em parceria com o Hospital Santa Marcelina, na Zona Leste de São Paulo. Ingressos a partir de R$ 60,00.

(11)2344-1051 - www.ingressorapido.com.br

Publicado na edição 176 - agosto/2014

Sampa, o Musical resgata, emociona e ensina, não necessariamente nesta ordem

Paulo Atzingen, jornalista e fundador do Diário do Turismo

Assistir ao espetáculo “Sampa – o Musical” apresentado todas as sextas e sábados na casa de espetáculos Terra da Garoa, em São Paulo, é ter a certeza que a alma e o coração da maior metrópole da América Latina ainda pulsam, gravitam pelo ar, e sua identidade sobrevive em meio ao rodamoinho de tendências e modismos e toda essa parafernália tecnológica que vem substituindo o talento e a criatividade.

Na segunda vez que fui à casa, na Avenida São João, no epicentro de São Paulo, pude me deter com mais tempo ao capricho e aos detalhes do show. Assistir ao musical é dar um mergulho para dentro da história paulistana e entender flashes de sua economia cafeeira, “da deselegância discreta de suas meninas”, de sua poesia forjada no trabalho, na pressa e nos automóveis.

“E se eu, antropofágico, comesse essa mocinha?” - Mas longe das aulas de história, o “Sampa” remete o paulista e paulistano a uma época dos lampiões a gás, ao tempo dos bondes e da garoa e o show mais emociona do que ensina, afinal é este o seu objetivo. O ator José Rubens Chachá interpreta poemas de Oswaldo de Andrade - um dos líderes da semana de Arte Moderna de 1922 - e esse personagem serve para amarrar o espetáculo numa linha por ora inteligente, por ora hilária, quando interage com o público rememorando o movimento antropofágico, de Oswald: “E se eu, antropofágico, comesse essa mocinha, ou este senhor sentado na ponta desta mesa?”, pergunta o personagem ao público, que se estoura em risos. 

O espetáculo traduz ao visitante e ao turista a natureza complexa do paulistano, resultado de um mix de raças e credos; sangue caboclo, mameluco, ibérico e guarani que corre nas veias das gentes daqui. O grupo de turistas japoneses (ou paulistas?) na mesa ao lado, aplaudiu de pé.

“A proposta da casa é resgatar o que é mais representativo da cidade de São Paulo e trazer de volta o conceito de casas de show de luxo da cidade”, afirma Maurício Costa, relações públicas do empreendimento e articulador dos contatos corporativos. “Grandes nomes da MPB, que ficaram esquecidos pela grande mídia ou pelo mercado business são lembrados no ‘Sampa’, ao mesmo tempo que temos uma programação fixa de shows de nível internacional”, completa Maurício.

O espetáculo é recheado de quadros bem concatenados e representativos de períodos “dourados” da cidade. Os nomes Paulo Vanzolini, Ataulfo Alves e Adoniran Barbosa surgem sobrepostos ao palco em um jogo coreográfico assinado por Ulysses Cruz.

Comida com arte - O Terra da Garoa oferece também um mergulho na gastronomia paulistana. Desde pasteizinhos de feira, a quibes, ou casquinha de siri como entrada, aos pratos principais como o Pernil a Inglesa (filé de pernil assado ao forno, farofa de Banana da Terra com brócolis ao molho Roti) ou o Filé de Poisson Parmetier Paulista (filé de Abadejo, batata Parmetier, salada de Cuscuz Paulista ao molho cítrico Siciliano). Estes, e outros pratos, assinados pelo chef André Boccato, são alusivos ao jantar oferecido pela tradicional família paulistana Almeida Prado, aos modernistas na Semana de Arte de 1922.

O show, de quase duas horas, termina por volta da 1 hora da madrugada. Muitos, como eu, retornam à Avenida São João e olham para cima. Quem sabe caia uma garoa para homenagear os donos desta ideia e todos esses artistas?

www.terradagaroa.com.br

Publicado na edição 175 - julho/2014

St. Moritz para quem curte de ópera e jazz

Localizada em meio à inspiradora paisagem dos Alpes, a glamorosa St. Moritz (www.engadin.stmoritz.ch) é famosa como um dos destinos mais luxuosos para quem quer relaxar no topo do mundo. Na região de Engadin, a cidade oferece mais do que os roteiros turísticos tradicionais. É o caso do Festival de Jazz e do 14º Opera St. Moritz. O Festival de Jazz completa cinco anos de existência e toma como palco a cidade de St. Moritz. Durante um mês, entre 11 de julho e 11 de agosto, uma série de eventos e apresentações trará estrelas internacionais do estilo musical para o verão da Engadin. Passeando por estilos e influências, o público assistirá a concertos de jazz-funk, jazz-soul e bossa nova, entre outros. Entre os locais que sediarão os eventos estão espaços como o Dracula’s Ghost Riders Club, o Hauser Terrace, ao ar livre, e o Miles Davis Lounge, no Kulm Hotel. A novidade desta edição fica por conta das atrações que o Cinéma Scala, tradicional sala de cinema da vila, sediará pela segunda vez. Entre os artistas mais famosos a tocarem no Dracula Club, destaque para o cantor brasileiro João Bosco. Para os amantes da música clássica, a opção oferecida pela 14ª edição da St. Moritz Ópera é a peça Il dissoluto punito ossia il Don Giovanni, de Wolfgang Amadeus Mozart. A apresentação fica em cartaz entre 29 de junho e 13 de julho. A ópera conta com a diretora Eva Buchmann e com a direção musical de Jan Willem de Vriend, além dos atores Vili Gospodiva e Leonardo Cortelazzi para os papéis principais. Para completar o espetáculo, as apresentações para trezentos pessoas são executadas por oitenta músicos.

www.festivaldajazz.ch - www.opera-stmoritz.ch

Publicado na edição 162 - junho/2013

No Improviso

Curitiba será capital do jazz e do blues mais uma vez. Após o sucesso da primeira edição, o Festival No Improviso receberá, de junho a novembro, grandes nomes nacionais e internacionais. A estreia, confirmada para 22 de junho, traz ao palco do Teatro Bom Jesus um dos grupos brasileiros mais influentes da segunda metade do século XX, o Zimbo Trio, trio paulista que ajudou a escrever a história da música brasileira. Sergio Albach, clarinetista e um dos mais respeitados músicos do Brasil, será o convidado especial para a Jam Session.

www.facebook.com/festivalnoimproviso

Publicado na edição 162 - junho/2013